segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013


Don Leonard diaconoI nostri più sentiti auguri a ANYANWU OKECHUKWU LEONARD che lo scorso 11 Febbraio 2012 a Ibadan (Nigeria) in una cornice festosa di confratelli, parenti ed amici è stato ordinato DIACONO. Lo accompagniamo con la preghiera in questo passo in vista dell’Ordinazione presbiterale perché egli possa mettere a disposizione le sue mani, la sua mente e il suo cuore per il servizio di Dio e dei fratelli.

Professi e Diaconi africani guanellianiIl 24 marzo 2011 a Kinshasa i nostri Confratelli ch. Anamelechi Ahamefule Jude, ch. Egbujior Chidiebere Basil e fr. Mukampiel Binabina Blaise con la loro professione perpeptua abbracceranno definitivamente la Regola di Vita dei Servi della Carità.
Il  27 marzo, poi, i due chierici ch. Anamelechi Ahamefule Jude, ch. Egbujior Chidiebere Basil riceveranno l'Ordine del Diaconato.
Questo l'augurio e l'impegno di tutti i loro Confratelli: "Nel giorno in cui la Regola di Vita dei Servi della Carità diventa la vostra Regola di Vita definitiva, i vostri Confratelli pregano per voi perché siate come si aspetta da voi il Signore che vi ha chiamati a

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Consiglio delegazioneCon la lettera del nuovo Superiore delegato della Delegazione N. Signora della Speranza, p. Uche Desmond, offriamo alla lettura dei nostri visitatori il n. 11 della rivista Seed of Hope, pubblicata in inglese e italiano. Nella foto il nuovo Consiglio della Delegazione.
Cari confratelli della delegazione dopo la mia nomina come superiore delegato insieme agli altri membri del consiglio, e dopo 3 giorni di ritiro del nuovo consiglio al centro di spiritualità dei Redentoristi, mi sento in obbligo di indirizzarvi questa lettera. Prima di questo momento nessuno si sentiva in grado di fare o dire qualcosa. Come Nostro Signore Gesù Cristo che prima di iniziare il suo ministero terreno andò nel deserto digiunando per 40 giorni e 40 notti, noi membri del consiglio abbiamo ritenuto bene avere un momento di riflessione e meditazione come mezzo per scoprire la volontà di Dio su noi e sulla delegazione e per essere meglio pronti al compito che ci aspetta

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Através da matéria sobre a passagem do aniversário do Padre Remígio De Vettor, veiculada no dia 08 de janeiro passado, a nossa redação recebeu no último domingo, email de um cidadão gaúcho que através deste contato diz ter sido educando do Pe. “Remí” – como é mais conhecido pelo povo de Salgueiro.

Rui Siqueira Gusmão ainda na infância foi interno do Educandário São Luiz, pertencente a Congregação Civil Servos da Caridade da qual Remígio fazia parte, quando atuou em Porto Alegre. Para comprovar, Rui nos enviou uma foto de janeiro de 1972, ou seja, há exatos 41 anos atrás. No registro fotográfico ele aparece junto do seu irmão, de uma professora do educandário, do seminarista assistente, Ápio, e claro, do protagonista desta e tantas outras histórias de dedicação ao próximo, marca do trabalho humanitário de Pe. Remígio.

“Após quase quatro anos de busca na internet consegui localizar o Pe. Remígio De Vettor, graças a matéria por vocês divulgada em 08/01/2013. O Pe. Remígio foi meu disciplinador, educador, pai e amigo. Hoje estou com 50 anos mas na foto eu tinha apenas nove anos, faz muito tempo. Parabéns pela matéria. Desde já agradeço e desejo felicidades à todos”, explanou Rui Siqueira.



  • ESSE É NOSSO PASTOR. BEM VINDO NOVO BISPO DA DIOCESE DE FLORESTA

Padre Gabriele Marchesi nasceu em Incisa Valdarno, na Itália, tem 59 anos de idade. Cursou filosofia no Seminário Diocesano de Fiesole e teologia em Fiorentino. Foi ordenado padre em 1978. Atuou como pároco na diocese de Fiesole até 2003, quando foi chamado para o Brasil. Atualmente trabalha na diocese de Viana (MA) como sacerdote ‘Fidei Donum’, ocupando a função de pároco da Paróquia São Pedro Apóstolo e Nossa Senhora do Rosário na cidade de Pedro do Rosário (MA), e também a coordenação de pastoral da diocese
    NOVO BISPO DA DIOCESE DE FLORESTA

    Padre Gabriele Marchesi nasceu em Incisa Valdarno, na Itália, tem 59 anos de idade. Cursou filosofia no Seminário Diocesano de Fiesole e teologia em Fiorentino. Foi ordenado padre em 1978. Atuou como pároco na diocese de Fiesole até 2003, quando foi chamado para o Brasil. Atualmente trabalha na diocese de Viana (MA) como sacerdote ‘Fidei Donum’, ocupando a função de pároco da Paróquia São Pedro Apóstolo e Nossa Senhora do Rosário na cidade de Pedro do Rosário (MA), e também a coordenação de pastoral da diocese

S.E. Mons. Mario Meini

mons meini

Mons. Mario Meini
è nato a Legoli di Peccioli (Pisa) il 17 novembre 1946
Ha compiuto gli studi ginnasiali nel Seminario Minore di Volterra e quelli liceali e teologici nel Pontificio Seminario Regionale ''Pio XII'' di Siena.
Ha conseguito il Dottorato in Teologia presso la Pontificia Università Gregoriana di Roma.
E' stato ordinato sacerdote per la diocesi di Volterra il 27 giugno 1971. I più importanti ministeri da lui ricoperti sono stati:
  • vicario cooperatore nella Parrocchia di San Michele in Volterra, dal 1973 al 1976;
  • professore di Teologia Dogmatica nel Seminario regionale di Siena, dal 1978 al 1984;
  • vicario economo della Parrocchia di San Cipriano, dal 1977 al 1986;
  • parroco di San Giusto in Volterra, dal 1976 al 1993;
  • parroco della Cattedrale e delle Parrocchie del centro storico di Volterra dal 1993 al 1996;
  • vicario foraneo della città di Volterra, dal 1985 al 1995;
  • direttore della Scuola di Formazione Teologica della diocesi, dal 1980 al 1996;
  • professore di Teologia Dogmatica presso lo Studio Teologico Fiorentino, attualmente Facoltà Teologica dell'Italia Centrale, dal 1985 al 2001.
Eletto alla sede vescovile di Pitigliano-Sovana-Orbetello il 13 luglio 1996, è stato ordinato vescovo il 7 settembre dello stesso anno.
Eletto vescovo di Fiesole il 13 febbraio 2010, ha fatto il suo ingresso in diocesi il 18 aprile 2010.
Attualmente è membro della Commissione della Conferenza Episcopale Italiana per la cultura e le comunicazioni sociali. Nella Conferenza Episcopale Toscana è Delegato per la pastorale della Famiglia, Membro della Commissione Episcopale per la Facoltà Teologica.


Piazzetta della Cattedrale, 1

50014 Fiesole (FI)

email: vescovo@diocesifiesole.it
tel: 055.599587

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

10.
Roberto Malvezzi (Gogó)
Roberto Malvezzi (Gogó) sociologo Músico e escritor de Juazeiro, BA, coordenador nacional da Comissão Pastoral da Terra (CPT).
Todos concordam que a água é tão indispensável para nossas vidas quanto o ar que respiramos. Apesar de sua importância, a água não recebe o cuidado que merece, nem no nível pessoal, no desperdício que não evitamos, nem no nível social, do acesso e distribuição justa da água para todos. Roberto Malvezzi (Gogó), defende a água como um direito humano fundamental.
  • Muito se diz que no futuro as guerras vão ser por água... Mas já não estamos em "guerra" por isso? Realmente, o futuro já é o presente. Temos disputas ainda no campo político, jurídico; das lutas sociais, como é o caso da transposição do Rio São Francisco. Temos guerras reais, como é o caso dos israelenses e palestinos. Ali, as grandes nascentes estão em território palestino, mas o maior uso da água é dos israelenses. Quando é necessário, Israel nega água aos palestinos, como forma de pressão. Mas sem a água palestina, Israel não existiria. Com o passar dos anos, insistindo nesse modelo de civilização que consome intensamente a água, particularmente a agricultura irrigada, a disputa será cada vez mais severa. Como cristãos, já na Campanha da Fraternidade de 2004 dizíamos que a partilha da água pode ser fonte de fraternidade, não de guerra. É preciso considerar que no mundo já existe essa consciência bastante avançada para que a água seja reconhecida como um direito fundamental da pessoa humana e um patrimônio de todos os seres vivos.
  • Qual é a real situação da água no Brasil e no mundo? Não há como negar que o Brasil é o maior do mundo em relação à água. O país detém em seu território 13,8% das águas de superfície do planeta. São dados do Plano Nacional de Recursos Hídricos. Se considerarmos as tais águas internacionais, como a bacia amazônica, então chegamos perto de 20%. Mesmo o Nordeste, região mais pobre de água do Brasil, a rigor, tem água suficiente para abastecer toda sua população. O problema nordestino é a distribuição dessa água para que todos tenham acesso a ela. Agora com o refinamento do chamado Atlas do Nordeste, a Agência Nacional de Águas (ANA) prevê que mais de 1.300 municípios da região podem entrar em colapso de água até 2025 se não houver investimentos sérios no suprimento de água. A transposição não resolve, não distribui a água. Nosso problema é o desleixo, a depredação, a irresponsabilidade que vai desde os cidadãos até as autoridades, passando pelos grandes usuários, como a agricultura irrigada, a indústria e as empresas de saneamento urbano. Há uma nova geração, mais consciente, que percebe melhor o jeito como deveríamos usar a água. Não sei se essa nova geração vai conseguir construir uma nova cultura, obrigando empresas e governos a serem diferentes no uso da água.
  • E a água mineral engarrafada? A chamada água engarrafada é um dos negócios mais rentáveis do mundo. Afinal, muitas vezes basta captar a água do manancial, engarrafá-la e depois vendê-la. O custo é praticamente zero. O lucro é acima de qualquer produto. E estão nos acostumando a comprar água engarrafada, nem sempre mineral. Aliás, nem sempre a água engarrafada é de qualidade. Muita gente não bebe água de sua torneira, mesmo pagando por ela. Vai comprar água engarrafada para beber. Nesse sentido, escassez apenas é um mito para dar valor econômico à água.
  • O que dizer da extinção das nascentes e vertentes? Se formos conversar com qualquer pessoa mais antiga, ela vai dizer: "ali tinha uma nascente, hoje não tem mais; ali corria um riacho, hoje não tem mais". Com a destruição da cobertura vegetal, na maior parte das vezes em função da agricultura, as nascentes desaparecem. Hoje há programas de proteção de nascentes, até de recuperação de nascentes que desapareceram. Esse é o problema mais grave. Não basta existir água na face da Terra. Ela não desaparece, não diminui sua quantidade em termos globais. O ciclo das chuvas repõe essa água. Entretanto ela pode ir ficando cada vez mais distante, cada vez mais contaminada, cada vez mais inacessível. A morte das nascentes é a prova dessa realidade. Há também nessa linha uma nova consciência. Mas há conflito. A concepção predadora do desenvolvimento brasileiro literalmente tem matado nossas nascentes e vertentes.
  • Há relação entre a escassez de água e mudanças climáticas? As mudanças climáticas vão alterar completamente o ciclo das águas. Com mais calor, teremos mais evaporação, mais chuvas torrenciais, furacões etc. Segundo muitos especialistas, essas chuvas torrenciais poderão se alternar com longos períodos de seca. Além do mais, mudando o ciclo dos ventos, muitas regiões poderão ter menos disponibilidade de água, como o Nordeste e até a própria Amazônia. O "rio aéreo" que vem da Amazônia para o Sul poderá perder até 70% de seu potencial. É preciso lembrar que a região sul, onde hoje está o Aquífero Guarani, já foi um imenso deserto. Só passou a ser o que é graças ao contraforte dos Andes, que empurra os ventos para a região sul, trazendo assim também as águas amazônicas. Outro fator fundamental é que, com o aquecimento global, grande parte das geleiras vão se derreter. Elas representam 2% da água do planeta, mas aproximadamente 80% da água doce do planeta. Portanto, vai mudar a equação entre água doce e salgada. Se hoje a salgada é 97,6%, poderá ser em breve - 2050 ou 2100 - aproximadamente 99%. Com a elevação do mar, muitas fontes de água, que estão mais próximas do litoral, também poderão ser salinizadas. Portanto a relação pode ser muito mais profunda, muito mais devastadora do que parece à primeira vista.
  • Qual a parcela de responsabilidade das irrigações e do agronegócio na escassez e contaminação das águas? A agricultura irrigada consome em média 70% da água doce do planeta. No Oeste Baiano, onde o agronegócio avançou sobre o Cerrado, os pivôs centrais de irrigação funcionam a céu aberto, mas sem outorga para explorar o aquífero Urucúia, o maior manancial de abastecimento do Rio São Francisco. O agronegócio não só consome muita água, como devasta a cobertura vegetal das bacias. A falta de vegetação tem um enorme impacto na erosão dos solos e na penetração da água no subsolo. Se há vegetação, cerca de 60% da água da chuva penetra no chão, formando os aquíferos. Se não há cobertura, a água escorre, erodindo os solos e não penetrando no solo. Nessas condições, só 20% penetram no chão. Por isso que muitos rios, quando precisam de seus mananciais subterrâneos para sobreviver, mostram toda sua fraqueza, baixando terrivelmente o nível de suas águas. O agronegócio é o grande responsável não só pelo desmatamento brasileiro, mas também pela mudança no regime de nossos rios, juntamente com as grandes barragens.
  • E a contaminação de nossas águas através de esgotos? A realidade do saneamento ambiental no Brasil continua precária. Cerca de 50% de nossos lares continuam sem coleta de esgoto. No Norte e no Nordeste esses números crescem assustadoramente. Agora, com o PAC, está previsto um investimento de 170 bilhões de reais para saneamento. Vamos ver se prosseguiremos consistentemente nessa linha.
  • Existem perspectivas de um melhor aproveitamento da água? O Brasil ainda está implantando o Sistema Nacional de Gerenciamento de Recursos Hídricos, criado pela lei brasileira 9.433/97. O sistema está baseado nos Comitês de Bacias Hidrográficas, tendo como cúpula o Conselho Nacional de Recursos Hídricos. Ele prevê a cobrança da água e a necessidade da outorga para qualquer usuário impactante. É difícil dizer como está essa montagem em cada bacia. No Rio São Francisco, o comitê está montado, tem seus limites, mas tem sido importante no debate sobre a transposição. Demarcou sua posição, contrariou o governo, que levou a decisão para o Conselho Nacional. Ali o comitê foi derrotado, já que no Conselho a grande maioria é representante de órgãos governamentais.
  • Quais são as alternativas de melhor aproveitamento da água? Um dos argumentos dos defensores do novo sistema é que a cobrança pela água vai obrigar as empresas a usá-la mais racionalmente. Vai custar mais. Pode ser que dê certo. Na agricultura, hoje, se fala muito em novas técnicas, poupadoras de água, abandonando técnicas predadoras como os tais pivôs centrais. No Nordeste, dizem os especialistas, cerca de 80% da água se perdem antes de chegar ao chão. Como é muito quente, a água evapora antes de cair. As práticas estão indicando outras tecnologias, como o gotejamento na raiz da planta. Porém a mudança tem que ser mais profunda, mais que a mudança de técnicas. A agricultura está consumindo 70% em média da água doce mundial e essa quantidade tem se mostrado insustentável. É a grande causadora da crise global da água. Nesse padrão de consumo, não há técnica que resolva.

Nossos desafios, nossas ações

Diante dessa realidade toda, a gente se pergunta sobre o que é possível fazer. Eu penso que sempre devemos partir dos próprios hábitos cotidianos, individuais e familiares, até chegar às lutas políticas mais amplas, sejam nacionais ou internacionais. Nem todos têm essa possibilidade. Mas podem compreender e ajudar desde o nível local.
Uma boa medida é calcular quanto de água se gasta em casa por pessoa ao mês. É só pegar a conta da água, dividir a metragem pelo número de pessoas e depois dividir pelos dias do mês. Se o consumo diário de cada pessoa estiver acima de 120 litros por dia, já há desperdício. Precisamos relembrar que o maior problema não está no consumo humano, mas na agricultura irrigada. Entretanto essa água usada em casa é tratada, custa caro, faz falta aos que moram nas periferias ou em comunidades distantes, onde a água é de acesso mais difícil.
O envolvimento mais profundo de cada um com essa causa depende da decisão das pessoas. E na defesa de nossos rios, riachos, igarapés, mais uma vez há quem tenha mais responsabilidade. Um desafio está entre municípios que ocupam a mesma bacia, seja a montante, seja a jusante. Os municípios que estão acima têm que se perguntar que água deixam para os que estão abaixo. É necessário mesmo um manejo articulado no uso dessas águas. A responsabilidade aqui é das autoridades. Mas, no Brasil, autoridades só costumam trabalhar, funcionar, se tiver pressão. Então, mais uma vez entra o papel dos cidadãos, organizados em movimento, ONGs etc., para pôr essa pauta para as autoridades. Vale lembrar aquele poema de Fernando Pessoa que, em outras palavras, dizia: “O rio mais importante de minha vida é o rio de minha aldeia”.
A escola pode desempenhar um papel diferente e diferenciado nesta luta. Ela é essencial. Nossa geração já veio com defeito de fabricação. Fomos mal educados no trato com a água e o meio ambiente. Portanto ficou mais difícil de nos responsabilizarmos. As novas gerações têm mais facilidade, até porque serão as grandes vítimas da tragédia ambiental que deixaremos para elas.